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| Divã de Freud Museu de Sigmund Freud em Viena |
Cem vezes sobre o tear, repõe teu trabalho...(http://tear4-psicanalise.blogspot.com/2011/06/cem-vezes-sobre-o-tear-repoe-teu.html )
Insistentemente, retornam em nossos estudos, no trabalho e na vida de modo geral, questões capciosas, “enrustidas”, tal como às vezes nos exige o “semblant” de objeto em nossa escuta clínica, a propósito do ato psicanalítico.
A leitura que tentamos seja cuidadosa do Seminário XV, não nos exime em momento algum das armadilhas e, por isso mesmo, do rigor de retomar nossos enganos e reiniciarmos após uma releitura, outro trilhamento (bahnung), às vezes o mesmo, para nos relançarmos ao que é “necessário conhecer da estrutura lógica do ato para conceber verdadeiramente o que se passa nesse campo limitado que é o da psicanálise” (Lacan, Seminário XV, pag.120).
Bom lembrete, aparentemente casual, de Lacan.
Campo limitado que é o da psicanálise...
Certamente. Mas é desse, e só desse, que podemos situar, ao longo de toda uma trabalhosa experiência, novas questões concernentes ao ato e ao fazer analítico.
E é preciso, no mínimo, deixar claro, a delimitação desse campo, o da psicanálise.
O que a psicanálise institui, em uma estrutura lógica, é a operação analítica que conjuga um ato e um fazer.
Não é de qualquer ato que se trata, nem de qualquer fazer que se trata.
É fácil resvalarmos para o ‘entendimento’ de um fazer comum, já que se trata de um “fazer de pura palavra”, comum a outros tantos afazeres humanos. É fácil incorrer no “borboletear na pessoa”. O “ser é tão superabundante”!
Entretanto, óia! Arrepara! ( Catulo da Paixão Cearense)
Existe no fazer analítico o princípio da regra fundamental: “que o sujeito se ausente disso, tanto quanto for possível”!!!
“Que um psicanalista levante termos como ‘a pessoa’ é algo exorbitante, pelo menos aos meus ouvidos”.
A posição que vem a ser a do analista o coloca no dever de ocupar um lugar totalmente diverso daquele em que é requisitado, se age segundo a lógica de sua função. E não há lógica elástica...
O campo da psicanálise, esse que nos cabe, é mesmo limitado!
Ângela Porto
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