...brincadeira boa de brincar
é aquela que, na hora séria
deixa cadeira pra cada um sentar....
Intervalo nos estudos, tarde à toa, hora boa de olhar devagar por onde estreamos nossas espraiadas letras do caminho.
E assim apenas nos esperam, até Agosto:
o Endereço das tardes de segunda feira, os Textos a serem degustados até a última nuance do escrito, o cafezinho do entusiasmo e o provável silêncio da cautela, que dará passagem a algum novo a.con.tecido.
Do projeto inaugural, do Tear 4, foram estes os pontos fundadores, de abertura, cingidos e relançados à prova de fazer saber, com outros, a experiência inconjugável do desejo.
Reinvenção permanente de um transitar ético, que vai da intensão à extensão, para aí fazer retornar o que da verdade foi possível saber?
A vida segue...
Lúcia Montes
"Um dos fins do silêncio que constitui a regra da minha escuta é justamente calar o amor. Nesse lugar que ocupo e almejo que minha vida acabe de se consumar, é isto que permanecerá pulsante depois de mim, creio, como um resíduo no lugar que terei ocupado" J.Lacan-Bruxelas, 1960
domingo, 22 de agosto de 2010
Alô! Alô! Da blogger ao blog, a insistência do vazio (um comentário)
Aqui se trança?..
Há que saber!
.Há que saber?
Há
que
saber?
Em fios necessários, oportunos à trama do trabalho, no Tear 4, o texto de Lucia Montes remarca a insistência do vazio, ao modo de cada um, se há do Um, que ouve um outro.
É engraçado pensar, no 'X-te' da questão... o incógnito, que há que saber.
Da exigência do trabalho à cordialidade da forma, não há necessariamente incompatibilidade.
O cordial é o que vem do coração.
Da questão que insiste, desde o que vem da espera ativa, em movimento, até o destino que é sempre o real, do wiederkern,
o coração da repetição...
O núcleo daquilo que se repete...
Alô? Alô?
O texto da Lúcia Montes insiste em que se con-fie!
Confiança em que do trabalho de um analista se diga! E se escreva!
Em comum, a causa forjada na castração.
Talvez num Tear 4, onde se possa tramar, tecer e fiar, sem se fiar.
Talvez a posta em ato, de uma “justa topologia” como sugere Lacan no Seminário 8.
“Justa topologia”, que venha nos recolocando, em nossos trabalhos, e na nossa experiência, na direção da retificação do conceito de transferência.
Desde um ‘no começo era o amor’, passando pelo estrutural da constituição do sujeito, ‘no começo era o Verbo’, pela reflexão ética da direção do tratamento, via a sustentação do desejo, até um ‘no começo é o ato’, o encontro com o real, encontro essencialmente faltoso.
“Justa Topologia”, precisa, apertada, tensionada, restrita..
Pois restrita e delicada é a função do analista de seu lugar de corte, corte que pretenda privilegiar o interstício significante, e que, pelos desfiladeiros da demanda, venha a conduzir o sujeito da análise a um ponto, então, “absolutamente original”.
Alô? Alô?
Você é psicanalista?
Angela Porto
Aqui se trança? .... Há que saber!
“Quero marcar um horário. Você é Psicanalista? tô desesperado, você tem que me ajudar!...”
No campo restrito de meus recursos com as cores do desejo entrelaçam-se os fios precisos e necessários à trama do trabalho,
o meu trabalho, o trabalho do sonho, o trabalho de luto...
Um escuta, do outro,
a insistência do vazio que perpassa entre o telefone e a voz que já se fez ouvir que o analista deve estar lá,
onde a causa do desejo não pode se desviar, à deriva, nas palavras.
Mas o que quereria a voz que já indicou que ali há um ‘consultório’ de psicanálise?
De que? De quem ? Oferta?... ou Espera em movimento, que faz girar os discursos?
Sendo assim, por que não o TEAR 4, um ‘blog’ para tranças e traçados?...
e através disso trazer a público o labor-restos do trabalho clínico em vigor ?
Espaço para que alguém se arme de coragem e verifique, com outros, o que há do analista, reapresentando-o no possível dizer do movimento privado da escuta?
Recorrer à escrita da experiência arriscada do desencontro marcado de todo dia, e de cada vez,
e apresentar aqui a voz-escrita que não deixa escapar, na medida do possível,
a trança, dos discursos, das letras....
para então postar sua práxis, quem sabe, paradoxalmente, diante do ‘chiste’ da questão?
Pode ser este um dos alcances da verdade....., é uma aposta,
onde talvez ninguém se exima de uma
certa pegada no sintoma.
A psicanálise depende também desses ‘nós’.
Lúcia Montes.
No campo restrito de meus recursos com as cores do desejo entrelaçam-se os fios precisos e necessários à trama do trabalho,
o meu trabalho, o trabalho do sonho, o trabalho de luto...
Um escuta, do outro,
a insistência do vazio que perpassa entre o telefone e a voz que já se fez ouvir que o analista deve estar lá,
onde a causa do desejo não pode se desviar, à deriva, nas palavras.
Mas o que quereria a voz que já indicou que ali há um ‘consultório’ de psicanálise?
De que? De quem ? Oferta?... ou Espera em movimento, que faz girar os discursos?
Sendo assim, por que não o TEAR 4, um ‘blog’ para tranças e traçados?...
e através disso trazer a público o labor-restos do trabalho clínico em vigor ?
Espaço para que alguém se arme de coragem e verifique, com outros, o que há do analista, reapresentando-o no possível dizer do movimento privado da escuta?
Recorrer à escrita da experiência arriscada do desencontro marcado de todo dia, e de cada vez,
e apresentar aqui a voz-escrita que não deixa escapar, na medida do possível,
a trança, dos discursos, das letras....
para então postar sua práxis, quem sabe, paradoxalmente, diante do ‘chiste’ da questão?
Pode ser este um dos alcances da verdade....., é uma aposta,
onde talvez ninguém se exima de uma
certa pegada no sintoma.
A psicanálise depende também desses ‘nós’.
Lúcia Montes.
Transferência ao escrito e Repetição... [na cultura???]
E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos, não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio” [Caetano Veloso, “Um índio”]
Fazer valer a operação da Transferência ao texto em sua relação com os termos da Repetição, como está posto e postado na experiência de trabalho e publicação no blog Tear 4, tem sido para mim uma exigência de compreender de um outro modo a amarração que há entre a ‘feitura’ do conceito e o tempo de sua apreensão.
O giro que agora se faz indicando novas direções, que, por sua vez, apuram um desprendimento até um outro jeito de fazer sua leitura, vem sendo pontuado nos termos da Transferência e da Repetição. Tais termos ao se entrecruzarem num movimento único, relançam para alcances distintos:
Transferência -> inconsciente -> interpretação
Repetição -> gozo -> ato
Este movimento nos leva ao discernimento da concepção do tempo na lógica do inconsciente. Radicado na materialidade do significante e na instancia da letra, vemos surgir sua função de corte com a qual se opera entre o sujeito e o Outro. Esta leitura tem deixado evidente a importância da ‘presença’ do analista enquanto que esvaziamento do ‘sentido’, que na neurose tem a força de obstruir a abordagem do real pelo simbólico.
Fico aqui às voltas com a responsabilidade, destacada por vocês, de insistir em trazer ao texto publico algum testemunho desta operação de escritura do singular.
..O tempo que se dimensiona numa topologia:
‘mais alem’ da rede dos signos [automaton] busca-se tocar o encontro marcado com o real [que escapa] .
..A elaboração analítica é uma práxis:
... se orientada para aquilo que, no coração da experiência, é o núcleo do real.
Reapresento cortes e interstícios para uma pausa...
[O conceito] de Repetição nesta abordagem indica outra direção, que consiste em que Transferência, como posta em ato do inconsciente, e somente assim, é o único manejo que pode nos conduzir ao núcleo daquilo ‘que se repete’.
Lucia Montes
Tear 4...aqui se trança?
Para manter um "diário"é preciso uma certa mentalidade arquivista, que exige alguma disciplina que ordene a vida...""Ter um diário é uma maneira de colecionar os dias...Claro, as ambições do diário são uma causa perdida de antemão..."(Michelle em sua página http://www.colba.net/~micheles )
Em 1994, a Associação Vinaigre, em Paris, lançou uma experiência paradoxal: construir uma obra coletiva a partir de pontos de vista íntimos. Ao longo dos meses pessoas de diferentes lugares e horizontes se reuniram em torno de regras simples, para descrever cenas da vida cotidiana, observadas em lugares públicos.Era proibido usar a palavra 'Eu', mas necessário tentar permanecer o mais próximo possível da emoção sentida pelo observador.Criou-se a partir dos primeiros textos o Journal Intime Collectif, que em 1997 já conta com mais de centena de autores de 7 a 70 anos. O Journal Intime Collectif, não só entra na Net, como passa a promover leituras públicas todos os feriados em Paris, no Café Les Couleurs!!! A internet abriria caminho para uma nova forma de comunicação, de intimidade estendida ao coletivo? Registro do efêmero, do descontínuo, escritura para não se afogar...na loucura?
E o blog doTear 4? A que tem servido?
Aqui, no uso e fruto deste blog, o que, coletivamente, podemos trançar de 'nossos' particulares da clínica, do trabalho de estudo, dos des-encontros bem sucedidos das discussões de nossas questões singulares? A que nossa escritura há de responder, destes lugares de trabalho, para que uma transmissão se faça e nos retorne em trabalho, ainda e de novo?
Angela Porto
Em 1994, a Associação Vinaigre, em Paris, lançou uma experiência paradoxal: construir uma obra coletiva a partir de pontos de vista íntimos. Ao longo dos meses pessoas de diferentes lugares e horizontes se reuniram em torno de regras simples, para descrever cenas da vida cotidiana, observadas em lugares públicos.Era proibido usar a palavra 'Eu', mas necessário tentar permanecer o mais próximo possível da emoção sentida pelo observador.Criou-se a partir dos primeiros textos o Journal Intime Collectif, que em 1997 já conta com mais de centena de autores de 7 a 70 anos. O Journal Intime Collectif, não só entra na Net, como passa a promover leituras públicas todos os feriados em Paris, no Café Les Couleurs!!! A internet abriria caminho para uma nova forma de comunicação, de intimidade estendida ao coletivo? Registro do efêmero, do descontínuo, escritura para não se afogar...na loucura?
E o blog doTear 4? A que tem servido?
Aqui, no uso e fruto deste blog, o que, coletivamente, podemos trançar de 'nossos' particulares da clínica, do trabalho de estudo, dos des-encontros bem sucedidos das discussões de nossas questões singulares? A que nossa escritura há de responder, destes lugares de trabalho, para que uma transmissão se faça e nos retorne em trabalho, ainda e de novo?
Angela Porto
O trabalho analítico cotidiano, algo a se pensar...
No Seminário XIII, lição 17, do dia 11/05/66, encontramos uma referência ao trabalho analítico cotidiano, quando, referindo-se à formação dos psicanalistas, Lacan observa:
“A relação do psicanalista com a questão do seu estatuto retoma aqui em forma de uma agudeza desdobrada, a propósito do que, desde sempre, é colocado como o estatuto de quem detém o saber. O problema da formação do psicanalista não é, senão, permitir através de uma experiência privilegiada, que nasçam, que se dêem à luz – se me permitem a expressão – sujeitos para os quais esta divisão do sujeito não seja tão somente algo que eles sabem, mas também algo no que pensem. Trata-se de que se dê à luz alguns que pudessem descobrir o que experimentam na experiência psicanalítica, a partir desta posição sustentada, pela qual nunca estão em estado de desconhecer que, no momento de saber, como analista, estão em uma posição dividida.”
A que se refere Lacan, quando fala de uma ‘experiência privilegiada’?
Para Heidegger, a experiência não é um mero fazer ou atuar, mas algo que se define como “faire une maladie”, ou seja, fazer ou sofrer uma enfermidade*. Tal é, também, de certo modo, a formulação com que Freud define a experiência psicanalítica, na medida em que a caracteriza como uma ‘doença artificial’, á qual nomeia ‘neurose de transferência’. Artefato do qual se vale a estrutura na experiência de uma análise.
Experiência privilegiada, porque privilégio é “a vantagem que se concede a alguém com exclusão de outrem e contra o direito comum”, assim reza o Aurélio e, portanto, algo singular, único, distinto. Então, dessa experiência privilegiada, Lacan espera o surgimento de um sujeito capaz de refletir, de pensar sobre o sujeito dividido. Entretanto, a esse pensar, não se aplicam os encaminhamentos do cogito cartesiano.
Daquele que viveu a experiência analítica e ‘sabe’ da divisão do sujeito, espera-se um pensar advindo do real.
A experiência da falta está na base, e é condição prévia do próprio “corpus” teórico da Psicanálise, de todos os princípios de sua clínica, do estatuto, de seu objeto, do lugar do analista e de sua direção ética.
*A experiência é, para Hegel (1810/1992), um movimento dialético que conduz a consciência até si mesma, explicitando-se a si mesma como objeto próprio. O conteúdo da consciência é o real. A mais imediata consciência de tal conteúdo é a experiência. A experiência é o modo como aparece o sujeito e o objeto (o Ser para Hegel). Este modo de aparecimento, enquanto processo ou constituição, é a formação da consciência. A noção de experiência não pode ser reduzida à experiência interior subjetiva, nem à experiência exterior objetiva. Trata-se de uma experiência absoluta, na qual o interior e o exterior apresentam-se imbricados um no outro.
Angela Porto
“A relação do psicanalista com a questão do seu estatuto retoma aqui em forma de uma agudeza desdobrada, a propósito do que, desde sempre, é colocado como o estatuto de quem detém o saber. O problema da formação do psicanalista não é, senão, permitir através de uma experiência privilegiada, que nasçam, que se dêem à luz – se me permitem a expressão – sujeitos para os quais esta divisão do sujeito não seja tão somente algo que eles sabem, mas também algo no que pensem. Trata-se de que se dê à luz alguns que pudessem descobrir o que experimentam na experiência psicanalítica, a partir desta posição sustentada, pela qual nunca estão em estado de desconhecer que, no momento de saber, como analista, estão em uma posição dividida.”
A que se refere Lacan, quando fala de uma ‘experiência privilegiada’?
Para Heidegger, a experiência não é um mero fazer ou atuar, mas algo que se define como “faire une maladie”, ou seja, fazer ou sofrer uma enfermidade*. Tal é, também, de certo modo, a formulação com que Freud define a experiência psicanalítica, na medida em que a caracteriza como uma ‘doença artificial’, á qual nomeia ‘neurose de transferência’. Artefato do qual se vale a estrutura na experiência de uma análise.
Experiência privilegiada, porque privilégio é “a vantagem que se concede a alguém com exclusão de outrem e contra o direito comum”, assim reza o Aurélio e, portanto, algo singular, único, distinto. Então, dessa experiência privilegiada, Lacan espera o surgimento de um sujeito capaz de refletir, de pensar sobre o sujeito dividido. Entretanto, a esse pensar, não se aplicam os encaminhamentos do cogito cartesiano.
Daquele que viveu a experiência analítica e ‘sabe’ da divisão do sujeito, espera-se um pensar advindo do real.
A experiência da falta está na base, e é condição prévia do próprio “corpus” teórico da Psicanálise, de todos os princípios de sua clínica, do estatuto, de seu objeto, do lugar do analista e de sua direção ética.
*A experiência é, para Hegel (1810/1992), um movimento dialético que conduz a consciência até si mesma, explicitando-se a si mesma como objeto próprio. O conteúdo da consciência é o real. A mais imediata consciência de tal conteúdo é a experiência. A experiência é o modo como aparece o sujeito e o objeto (o Ser para Hegel). Este modo de aparecimento, enquanto processo ou constituição, é a formação da consciência. A noção de experiência não pode ser reduzida à experiência interior subjetiva, nem à experiência exterior objetiva. Trata-se de uma experiência absoluta, na qual o interior e o exterior apresentam-se imbricados um no outro.
Angela Porto
"A vida não é um sonho..."
A título de contribuição para o início de nosso estudo de Tiquê e Automaton, no Seminário 11 de Lacan, Lucia Frota nos encaminha:
Lacan, neste texto apresenta uma introdução, tres segmentos e um final.
Na introdução estabelece o que orienta a psicanálise, em contraponto com o idealismo.
O idealismo está relacionado com as idéias, importante para os cientistas, para os quais, o que interessa é o desenvolvimento das idéias e das representações, para atingir uma finalidade.
Lacan diz:
A psicanálise é orientada para aquilo que, no coração da experiência, é o núcleo do real, não é idealismo.
Este real ao qual ele se refere é um encontro marcado, a que somos chamados, com algo que nos escapa e que, na experiência psicanalítica se apresenta no que nele é inassimilável, na forma de trauma, determinando sua sequência, impondo uma origem, na aparência, acidental. Lacan traduz o real, tomando emprestado de Aristóteles os termos tiquê e automaton .
Vamos ver o que diz Aristóteles :
A casualidade (Automatón) e a sorte (Tychê) segundo Aristóteles:
«As causas do que sucede como resultado da sorte são, pois, necessariamente indeterminadas. Daí que se pense que a sorte é algo indeterminado ou imprescrutável para o homem, mas também se pode pensar que nada sucede devido à sorte. E tudo isto que se diz está justificado, já que há boas razões para isso. Porque em certo sentido há factos que provêm da sorte, pois há- os que sucedem acidentalmente, e a sorte é uma causa acidental. Mas em sentido estrito a sorte não é causa de nada.» (...)
«A casualidade (Automatón) diferencia-se da sorte (Týchê) por ser uma noção mais ampla. Porque tudo quanto se deve à sorte deve-se também à casualidade, mas nem tudo o que se deve à casualidade se deve à sorte. A sorte e o que resulta dela só pertencem aos que podem ter boa sorte e em geral ter uma atividade na vida. Por isso, a sorte limita-se necessariamente à atividade humana. Um sinal disso está na crença de que a boa sorte é o mesmo que a felicidade, ou quase o mesmo, pois a felicidade é uma certa atividade, a saber, uma atividade bem lograda. Logo o que é incapaz de tal atividade é também incapaz de fazer algo fortuito. Por isso nada que seja feito pelas coisas inanimadas, os animais e as crianças é resultado da sorte, já que não têm capacidade de escolher; para eles não há boa ou má sorte, a menos que se fale por semelhança, como quando dizia Parménides que eram afortunadas as pedras com que se faziam os altares, enquanto que as suas companheiras eram pisadas.»
Aristóteles, Física, Livro II
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